Algumas das mais belas imagens do vulcão Irlandês!

O jornal “The Boston Globe” na sua edição online, a 15 Abril 2010, publicou uma série de fotos da erupção do vulcão Islandês, com pormenores da libertação de lava, da formação das nuvens de cinzas e dos lahars, causados pelo degelo dos glaciares existentes nas proximidades do vulcão. Na sua edição online de 19 Abril 2010, as fotos publicadas focaram, sobretudo, as consequências da nuvem de cinzas para a população local.

Abaixo têm a oportunidade de ver a melhor selecção dessas fotos, basta clicar no link para acederem às mesmas.

Aproveitem para deliciar os vossos olhos com imagens marcantes!

http://www.slide.com/r/njggZXdU0T-TtgoWQlG2-zSjFAC4ai1p?previous_view=mscd_embedded_url&view=original

Erupção de Vulcão na Islândia

Desde 21 de Março 2010 que na Islândia um dos seus vulcões, o vulcão Fimmvorduhals localizado próximo do glaciar Eyjafjallajokull, no Sul da ilha, está em erupção. Já não era registada actividade vulcânica nessa região desde 1821. No entanto, toda a Islândia é uma região de grande actividade vulcânica, pois encontra-se localizada no rifte da dorsal médio-oceânica do Atlântico.

Dada a sua localização, a erupção vulcânica tem provocado o degelo do glaciar, o que está a causar a formação de lahars, que inundam as zonas baixas no sopé do vulcão, levando ao desalojamento das pessoas que habitam essa região. De facto, as pessoas que viviam em três cidades próximas ao vulcão foram evacuadas e hospedadas numa zona mais afastada. Ainda não se sabe quando elas poderão voltar para casa.

A vaga eruptiva que tem ocorrido nesse vulcão é de tipo misto, ou seja, intercalada por períodos de maior calmia, sobretudo com libertação de lava mais fluída, e por períodos mais violentos, que levam à formação de nuvens de cinzas que atingem elevadas altitudes na atmosfera. O tamanho da nuvem de cinzas e a sua deslocação pelas correntes áereas para a Europa provocou paralizações no tráfego aéreo internacional durante vários dias, devido não só à pouca visibilidade provocada pelas cinzas lançadas pelo vulcão, como também pelo risco de paragem dos motores dos aviões.

Origem da Cordilheira dos Himalaias.

De acordo com o jornal online Ciência Hoje, há cerca de 140 milhões de anos, após a formação do antigo  grande continente Gondwana, a placa indiana iniciou o seu movimento em direcção à placa Euro-asiática à velocidade de 18 a 20 centímetros por ano, o que acabou por fazer com que colidissem aproximadamente há 50 M.a. atrás. 

“Foi graças a esta colisão que se formou a maior cadeia montanhosa da Terra, os Himalaias” (em sanscrito, `hima alaias´, significa `morada das neves’), que culmina no Monte Evereste, afirmou Rainer Kind, do GeoForschungsZentrum de Potsdam, na Alemanha.

Nessa mesma notícia, é discutida, ainda, a velocidade a que a placa indiana se movimentou: cinco a dez vezes superior à das placas australiana e africana, que apenas derivaram à velocidade de dois a quatro centímetros por ano, segundo cálculos de Prakash Kumar, do Instituto nacional indiano de investigação em geofísica, em Hyderabad, e de outros investigadores da Alemanha.

Outro dado importante sobre a formação dos Himalaias é a presença de conchas de seres marinhos com milhões de anos, por exemplo no Monte Evereste (considerado o pico mais alto dos Himalaias, a mais de 8.800 metros de altitude acima do nível do mar). A existência de tais fósseis é uma prova irrefutável de que existiria um placa oceânica a separar a Índia do continente asiático, a qual acabou por ser destruída na fronteira existente entre a placa indiana e a placa euro-asiática à medida que estas foram convergindo. O pouco que restou do fundo oceânico sofreu elevação aquando a junção daquelas duas placas continentais, conforme ilustra o vídeo abaixo.

Um novo réptil gigante do Jurássico

De acordo com a notícia do Jornal Público, lançada a 28 Outubro 2009, foi descoberto um fóssil de um rétil idêntico ao pliossauro: marinho, gigante, contemporâneo dos dinossauros. Segundo a notícia, este pode ser o maior monstro jurássico alguma vez descoberto.

“(…) entre 10 e 16 metros de comprimento, e um crânio de 2,4 metros, os vestígios fósseis deste réptil, de há cerca de 150 milhões de anos, encontrados por um coleccionador particular britânico, estão a encantar os cientistas.

Richard Forrest, paleontologista e especialista em plesiossauros (grupo a que pertence o pliossauro), faz parte do grupo que está a estudar este gigante jurássico. E disse à BBC: ‘Sabia que vinha aí uma coisa grande. Mas isto é de fazer cair o queixo. É simplesmente enorme’.

Com um pescoço pequeno, uma cabeça parecida com a do crocodilo e mandíbulas poderosas, ‘os pliossauros conseguiam tragar um homem de uma dentada só’.

Por agora os paleontologistas só têm a cabeça. Mas dizem que este pliossauro poderia ter pesado 12 toneladas.”

post in 20 Novembro by Prof. Joana

Afinal também havia Tiranossauros miniaturas?!

A 17 de Setembro 2009, o Jornal Público noticiou a descoberta de um membro do T-Rex com dimensões reduzidas.

“Um tiranossauro que se preze tem de ter um tamanho considerável, um crânio grande e patas dianteiras pequeninas. Certo? Errado. A descoberta de um fóssil na China, com 125 milhões de anos, veio mostrar que havia tiranossauros em miniatura muito tempo antes de ter aparecido o membro mais famoso desde grupo, o Tyrannosaurus rex, ou simplesmente T-rex.

O Raptorex kriegsteini é apresentado hoje ao mundo, num artigo publicado on-line na revista ‘Science’. A história da sua descoberta é um pouco obscura. Sabe-se que um coleccionador privado de fósseis, de nome Henry Kriegstein, comprou o Raptorex quase completo a um vendedor de fósseis e que o foi mostrar ao paleontólogo norte-americano Paul Sereno, da Universidade de Chicago.

A equipa de Sereno examinou-o com todo o cuidado, e concluiu estar perante um género e espécies novos para a ciência. O mais curioso é que determinadas características morfológicas que o T-rex viria a apresentar, há 90 milhões de anos, já existiam no esqueleto do Raptorex, há 125 milhões de anos. É como estar a olhar para um T-rex em ponto pequeno, que se ficava pelos três metros de comprimento. E não era bebé; era um jovem adulto, que teria cinco ou seis anos na altura da sua morte.

Todas as características necessárias à predação já estavam presentes no esqueleto: um crânio enorme, com dentes potentes; patas dianteiras pequenas; e patas traseiras bem musculadas, como faz jeito a qualquer bicho que tenha de correr atrás das suas presas. Portanto, estas características não foram surgindo à medida que os tiranossauros foram aumentando de tamanho, até se chegar aos 12 metros do T-rex.

‘Isto é bastante surpreendente, porque não me lembro de nenhum outro exemplo de um animal que tenha sido tão bem desenhado com 100 vezes menos a massa que viria a ter’, disse Paul Sereno, citado num comunicado da sua universidade.

‘Fizemos a melhor preparação possível do exemplar. Depois, fizemos moldes dos ossos do crânio, que montámos e enviámos para fazer uma TAC no hospital da Universidade de Chicago’, acrescentou Sereno. ‘Finalmente, cortei uma pequena secção de um osso do fémur, para ser examinada ao microscópio, o que permitiu determinar que o indivíduo viveu até aos cinco ou seis anos.’

Quando a equipa do paleontólogo terminar os estudos, o fóssil do tiranossauro regressará à China. Irá para um museu na Mongólia Interior, onde foi escavado de forma ilegal.”

post in 18 Novembro by Prof. Joana

Há água ou não na Lua?!

De acordo com a notícia avançada pelo JN no dia 10 Outubro 2009, a NASA realizou no dia 9 Outubro 2009 “uma missão destinada a encontrar água na Lua, ao fazer embater, numa das suas crateras, um projéctil de 2,3 toneladas, seguido de perto por uma sonda que vai analisar a mistura dos destroços resultantes do impacto.

(…)

A missão, que consistia na colisão do projéctil Centaur com o solo da ‘eterna escura’ cratera Cabeus, decorreu como previsto. O embate ocorreu pouco depois das 12.30, e foi seguido, quatro minutos mais tarde, pela colisão da sonda LCROSS (“Lunar Crater Observation and Sensing Satellite”) (…). Esta sonda teve um papel decisivo na recolha de dados científicos através das câmaras e dos diversos instrumentos que transportava.

Assim, antes de também embater, a sonda LCROSS terá filmado a operação.

(…)

A LCROSS terá de transmitir ao solo todos os dados, que serão posteriormente analisados, tarefa que ainda levará alguns dias, indicou, Anthony Colaprete, responsável científico pela missão.

Três estudos realizados no mês passado encontraram provas claras da existência de água na lua, trazendo novidades surpreendentes para futura exploração, já que a água pode-se tornar em combustível, informação que a missão pretende confirmar.

A Nasa seleccionou esta região, perto do pólo sul da Lua, depois de uma outra sonda ter detectado na mesma zona emanações de hidrogénio, sinal da presença de gelo. Admite-se que haja 2 a 3% de gelo em solo lunar, o que «não é suficiente para ter importância económica», afirmou fonte da agência. A NASA espera agora encontrar quantidades suficientes de água para usar como combustível para exploração espacial, e disse que poderá levar até dois meses para se chegar a um estudo conclusivo sobre o que foi encontrado.

(…)

A missão LCROSS teve o custo de 53,5 milhões de euros, factor que Charles Bolden fez questão de recordar aquando do agradecimento à equipa. «Um obrigada particular à equipa da Nasa, conduzida por Daniel Andrew, que levou a cabo um trabalho fantástico, com uma aeronave espacial pouco dispendiosa que completou uma missão notável».”

post in 13 Novembro by Prof. Joana

Já lá vão 40 anos que o Homem chegou à Lua?! E agora, até onde será possível ir?!

A 20 de Julho de 2009, o Jornal Público, no âmbito das comemorações dos 40 anos da chegada do Homem à Lua lançou uma notícia sobre o futuro das viagens espaciais. Eis alguns excertos dessa reportagem:

«As missões tripuladas para a Lua, para Marte, talvez para algum asteróide deverão tornar-se realidade um dia destes. Mas para outras estrelas, outras galáxias?

Sair do sistema solar ainda não faz parte dos planos mais futuristas para viajantes humanos porque as tecnologias que seriam necessárias ainda não existem. Mas isso não impede cientistas mais visionários de tentarem imaginar novas formas de fazer recuar essa fronteira, vencendo o espaço e o tempo.

O grande problema com o Universo é a sua imensidão. Mesmo as sondas Voyager 1 e 2 da agência espacial norte-americana NASA, que descolaram de Cabo Canaveral em 1977, só recentemente (em 2004 e 2007, respectivamente) atingiram a antecâmara dos confins do nosso sistema solar — a zona, situada a uns dez mil milhões de quilómetros do Sol, onde a influência do vento solar começa a esgotar-se para finalmente ceder o lugar ao meio interestelar.

O grande problema com as naves e sondas espaciais actuais é que são muito lentas. Mesmo a velocidades que a nós nos parecem alucinantes — neste momento, a sonda Voyager 1, o objecto de fabrico humano mais afastado da Terra, é um bólide lançado a 17 quilómetros por segundo —, as Voyager demorariam mais de 70 mil anos a chegar aos subúrbios de Proxima do Centauro, a estrela mais perto do Sol, situada a pouco mais de quatro anos-luz de nós.

O grande problema com as naves tripuladas é, ainda por cima, o seu grande tamanho e peso (as Voyager pesam apenas 700 quilos; já uma nave do tipo da Enterprise da série Star Trek é outra história). E, se se tratasse de uma nave propulsada por motores convencionais, do mesmo tipo que os dos vaivéns norte-americanos, a NASA garante que a matéria do Universo todo não chegaria para fabricar a quantidade de combustível necessária! Claramente, as viagens tripuladas para o espaço extra-solar apresentam obstáculos aparentemente inultrapassáveis de ordem tecnológica.

Mas também não é possível esquecer um outro factor limitativo: o simples (ou, pelo contrário, muito complexo) factor humano, com as suas vertentes éticas, psicológicas, biológicas. Atravessar o espaço durante dezenas de milhares de anos implicaria o nascimento e morte de inúmeras gerações de seres humanos a bordo da nave espacial (a título comparativo, estimase que a nossa espécie tenha surgido na Terra há 200 mil anos), com todas as implicações que isso tem em termos de sustentação alimentar, riscos da permanência prolongada no espaço. A alternativa seria desenvolver tecnologias que pudessem manter os tripulantes num estado de vida suspensa durante toda a viagem.
(…)

Quanto a visitar outras galáxias, mesmo as mais próximas da nossa Via Láctea… A galáxia Andrómeda fi ca a dois milhões de anos-luz de nós: mesmo a luz, a coisa mais rápida que há segundo a Teoria da Relatividade de Einstein (300 mil km por segundo no vácuo), demora dois milhões de anos a cobrir essa distância! E a galáxia anã Canis Major, que está mais próxima de nós do que nós próprios estamos do centro da nossa galáxia, encontra-se apesar de tudo a 25 mil anos-luz do sistema solar, o que ainda é abissal. Parece impossível — hoje, amanhã, ou em qualquer outro dia do futuro próximo ou longínquo — que um ser humano possa percorrer distâncias dessa ordem, vencendo o espaço e o tempo.
(…)

No fundo, já é possível “viajar” para mundos distantes de forma virtual, olhando ao pormenor para os confins do Universo, graças a potentes telescópios como o Hubble e o Kepler e a observatórios espaciais como os satélites Herschel e Planck, lançados em Maio pela agência espacial europeia ESA. De facto, a primeira etapa da grande aventura da exploração do espaço já está em curso.

O envio de sondas para locais muito longínquos permitiria ultrapassar, pelo menos em parte, um outro grande obstáculo material à exploração de estrelas e galáxias: o do dinheiro necessário para financiar tais empreendimentos. “O custo actual das viagens interestelares é muitíssimo elevado, excepto para os engenhos muito pequenos”, diz-nos por email Timothy Ferris, ex-jornalista, autor de livros e fi lmes sobre o Universo — e que é também o homem por detrás da escolha do conteúdo dos célebres “discos dourados”, que incluem música, sons e imagens da Terra e que foram enviados para o espaço há 30 anos, a bordo das sondas Voyager, como mensagem para um eventual encontro com uma civilização extraterrestre avançada. “Esta situação poderá alterar-se no futuro graças aos progressos tecnológicos ou às economias emergentes (este segundo elemento costuma ser subestimado). Não pretendo saber quais serão as tecnologias disponíves dentro de séculos.” Ferris também não duvida, nem por um instante, de que um dia, muito longínquo, os humanos hão-de conseguir viajar para as estrelas e para as galáxias.»

Post in 9 Novembro by Prof. Joana